Sábado, Setembro 10, 2011

INIBIÇÃO DA BIOSSÍNTESE DE GLUCAGON: UMA POSSÍVEL NOVA TERAPIA CONTRA O DIABETES TIPO II ?

O glucagon é um hormônio hiperglicemiante, ou seja, possui efeito contrário ao da insulina. Se ele deixasse de ser produzido, a ação fisiológica hipoglicemiante da insulina poderia, TEORICAMENTE, ser potencializada e assim ajudar a combater a hiperglicemia típica do diabetes tipo II.

Será que, no futuro, medicamentos inibidores da biossíntese de glucagon poderiam ser usados como terapia nos casos de diabetes tipo II? Será que não poderiam até mesmo PREVENIR o aparecimento do diabetes tipo II?

Até onde sei, ainda não existem inibidores da biossíntese de glucagon, infelizmente. Mas eu mesmo poderia desenvolver estes medicamentos ainda inéditos. Penso em desenvolver um software inteligente que simule a biossíntese do glucagon nas células alfa das famosas "ilhotas de Langerhans" na parte endócrina do pâncreas.

Este "simulador computacional" reproduziria em computador todas as etapas conhecidas da biossíntese de glucagon nas tais células alfa do pâncreas e investigaria estratégias para fazer uma inibição bioquímica reversível dessa produção de glucagon.

O próprio software, usando técnicas de Inteligência Artificial (programação genética combinada com uso de lógica fuzzy e redes neurais artificiais), poderia desenvolver (sugerir) moléculas terapêuticas que inibam a tal síntese de glucagon.

A etapa seguinte seria fabricar em laboratório o que for computacionalmente desenvolvido e testar o(s) inibidor(es) de glucagon em ratos e camundongos que sejam modelos animais de diabetes tipo II.

Acho que se trata de um projeto muito bacana e que poderia beneficiar milhões de pacientes diabéticos tipo II em todo o mundo. Talvez eu possa, daqui a alguns anos, mergulhar de cabeça neste projeto tão promissor. No momento, não tenho condições, pois minha vida está toda confusa e estou enfrentando mil problemas ao mesmo tempo.

Tenho sólidos conhecimentos de Medicina, Bioquímica, Fisiologia Humana, Endocrinologia, Farmacologia, Biologia Molecular/Celular, etc (estudei Medicina até o quarto ano na Unifesp - Univ. Federal de São Paulo - e cheguei a ser monitor da disciplina de Farmacologia Clínica). Também sou analista de sistemas graduado pela FATEC-SP/UNESP e estou me aprofundando cada vez mais em Inteligência Artificial aplicada à Medicina e às Biociências em geral.

Mesmo não tendo concluído o curso médico, fui um bom estudante de Medicina. Tirava boas notas. Aprendi o máximo que pude na Unifesp, que naquela época se chamava Escola Paulista de Medicina. Deu para adquirir um conhecimento altamente valioso e fundamental. :)