Segunda-feira, Outubro 03, 2011

Dinheiro não é tudo, mas...

... sua falta complica demais a vida! Esse é o paradoxo do dinheiro: ele não compra a felicidade nem a vida eterna, mas sua ausência gera muita infelicidade e contratempos.

O maior patrimônio que existe é estar vivo e com saúde, sem dúvida, mas os recursos financeiros podem garantir melhor atendimento médico e acesso a medicamentos mais caros mas necessários. Depender do sistema público de saúde não se constitui em real alternativa. A classe média brasileira vê-se obrigada a pagar caro por convênios médicos que não são exatamente nenhuma maravilha e também possuem deficiências, mas pior seria depender do SUS. Tem de pagar duas vezes para ter apenas uma coisa. O cidadão brasileiro de classe média enfrenta uma carga tributária escorchante e predatória de 36,5% do PIB, mas não tem um retorno em serviços públicos de qualidade.

Portanto, dinheiro por si só não traz felicidade nem a garante, mas, quando usado com inteligência, pode proporcionar uma vida mais confortável e sem tantos atropelos. Os recursos financeiros são finitos e devem ser utilizados com sabedoria/parcimônia. Devem ser otimizados e alocados de maneira inteligente numa vida mais simples, com poucos bens materiais e focada em valores humanos, familiares, espirituais e eternos. Nesse cenário mais esclarecido, o dinheiro torna-se uma bênção de Deus. :)

Não gosto de gente rica e esnobe que se acha melhor do que os outros apenas por possuir carrões importados, mansões, apartamentos luxuosos, iates, etc. Notei que os ricos inteligentes de verdade não gostam de aparecer e não gostam de luxo nem de ostentação nem de roupas ou artigos de grife. São discretos e aproveitam a afluência financeira para estudar o máximo possível e assim adquirir o máximo de conhecimento e competência para agir. Cultivam valores eternos, são honestos e muito ligados à família, priorizam a educação, a saúde e o bem-estar dos filhos e não a compra de um Porsche ou de uma Ferrari. Buscam bens intangíveis mas de alto valor agregado como um vasto cabedal de conhecimento, competência intelectual, capacitação profissional, capacidade administrativa, boa saúde de todos da família, bons princípios, boa cultura geral, etc.

Observei que os ricos inteligentes não ficam esnobando os outros e procuram levar a vida da melhor maneira possível sem chamar a atenção. Têm carros bons, mas não luxuosos ou chamativos. Não valorizam a posse de bens materiais, mas sim o real bem-estar de todos da família. A maioria dos gastos é direcionada para saúde, educação, livros, cursos, computadores, boa nutrição e não para roupas de grife ou bens de luxo. Ricos inteligentes valorizam cada centavo de suas fortunas e não são de esbanjar dinheiro. Sempre avaliam criteriosamente a relação custo/benefício antes de adquirir qualquer produto, pesquisam muito pelo menor preço antes de fechar a compra, etc. São wise buyers [consumidores esclarecidos]. Sabem comprar e sabem investir para obter o máximo de rentabilidade com segurança.