Quarta-feira, Novembro 02, 2011

O adeus às arriscadas cirurgias de obesidade?

Sou gordinho e, por mais que me esforce, não consigo emagrecer. Tenho conseguido algum sucesso no controle das porções de alimentos, mas também precisaria fazer exercício físico, caminhadas, por exemplo. O problema é que a depressão crônica me deixa sem pique mental para me exercitar. Minha depressão é tão grave que, muitas vezes, não sinto vontade sequer de ligar o computador e iniciar mais um dia de trabalho e estudos.

Uma solução seria uma arriscada cirurgia para emagrecer, mas sou medroso! :) hehehe Estudei Medicina até o quarto ano na Unifesp (Univ. Federal de São Paulo) e estou bem ciente das possíveis complicações nos períodos operatório e pós-operatório. A taxa de mortalidade nas cirurgias bariátricas e/ou disabsortivas gira em torno de 0,5 a 2%. Muitos gordinhos morrem na mesa de operação! Acho isso triste e preocupante.

Matuto, com frequência, se não haveria soluções mais inteligentes e bem menos arriscadas, de preferência novos tratamentos clínicos. Apesar de ter desistido do curso médico, fui um bom estudante de Medicina. Minhas notas eram boas e assimilei um conhecimento rico e variado. Tive professores excelentes na Unifesp! Aprendi muito sobre Bioquímica, Fisiologia Humana, Endocrinologia, Farmacologia Clínica (inclusive cheguei a ser monitor desta disciplina!), Biologia Celular/Molecular, Patologia, Fisiopatologia, etc.

Enfim, assimilei uma "porrada" de conhecimentos úteis e valiosos sobre o altamente complexo metabolismo humano com seus quase 3.000 metabólitos. Nos últimos anos, tenho lido bastante sobre Medicina e Biotecnologia Médica. Cheguei a contemplar com carinho a hipótese de desenvolver novos medicamentos contra a obesidade.

Tenho pensado em desenvolver um supressor de grelina e um estimulante da síntese de leptina. Esses dois novos fármacos poderiam ser usados em conjunto para combater a compulsão alimentar e, de quebra, ajudar a emagrecer. Muitos gordinhos comem compulsivamente, especialmente em épocas de estresse ou depressão. O fino controle do apetite, de maneira mais "fisiológica", certamente ajudará na eliminação de peso excessivo.

Também tenho pensado em desenvolver um inibidor parcial da síntese de glucagon para ajudar no controle glicêmico de quem sofre de diabetes tipo II ou resistência à insulina. Talvez este novo fármaco possa até mesmo ajudar a evitar o desencadeamento do terrível e temido diabetes tipo II.

São todas possibilidades terapêuticas bem interessantes e tenho pensado em usar técnicas de Inteligência Artificial para auxiliar no design bioquímico/farmacológico destas novas "moléculas terapêuticas". Tenho estudado muito sobre computação evolutiva, algoritmos genéticos, redes neurais, redes bayesianas, machine learning, lógica fuzzy, etc, etc, etc...

Não posso afirmar que eu tenha uma real competência para tornar tudo isso realidade, pois sou um simples gordinho e meu conhecimento ainda possui extensas lacunas. Tenho muito o que aprender! Mas agradeço a Deus por enxergar possibilidades bacanas. Meus únicos méritos são gostar de estudar e ter uma fértil imaginação. No restante, sou igual a todo mundo. Comparado a meu pai e meu irmão, que são inteligentíssimos, sou burrinho. Não tenho nem metade da capacidade deles. Sou um simples estudante na escola da vida. Estou aqui para aprender! E, puxa vida, o quanto ainda falta aprender!!! :)

Se eu não conseguir levar adiante tais projetos biotecnológicos, existirão outras pessoas capacitadas de verdade que serão bem-sucedidas. Assim como estou tendo essas ideias, pesquisadores de elevado QI poderão imaginar soluções melhores e mais criativas.

Tenho um sonho de fundar uma modesta microempresa de Biotecnologia Médica e Biocomputação, mas devo frisar que é apenas mais um sonho. Estou enfrentando muitos problemas pessoais e não sei se terei tempo, disposição e capital para alimentar meus devaneios empreendedorísticos. :) hehehe

Minha vida tem sido complicada e estou passando por dificuldades financeiras. Talvez eu esteja sonhando demais para fugir de uma realidade desagradável. O melhor a fazer é sonhar com moderação, com os pés no chão e proceder com cautela racional. Racionalidade nunca é algo excessivo, ainda mais neste mundo instável, perigoso e "doidão" em que infelizmente vivemos (somos obrigados a viver). Mas, se Deus quiser, tudo vai melhorar e evoluir para melhor, principalmente na área de Biotecnologia Médica e na Medicina em geral. :)