Bom, a resposta reside no fato de que ficar rico(a) não depende tanto de inteligência, conhecimento e cultura - embora sejam excelentes pontos de partida - , mas depende principalmente de FOCO + ENERGIA PSÍQUICA CONCENTRADA NO OBJETIVO DE ENRIQUECER.
As pessoas intelectualmente sofisticadas percebem que dinheiro não é tudo, que há aspectos mais relevantes como saúde, realização pessoal, ajudar os entes queridos, etc. Nem tudo orbita em torno dos recursos financeiros, embora sejam importantes para se viver com um mínimo de dignidade e conforto.
O bom senso recomenda buscar um equilíbrio racional entre os múltiplos aspectos envolvidos numa existência feliz. Dinheiro é apenas mais uma variável na equação da real felicidade e não se trata da mais importante ou de maior peso no cômputo final.
Recentemente, perguntaram ao Bill Gates como se fazia para se tornar bilionário e ele relativizou a importância da riqueza, reiterando que não havia grandes diferenças entre ser milionário e bilionário e que "o hambúrguer era o mesmo" nas duas situações.
De fato, uma pessoa não se torna automaticamente mais feliz se ela tiver vinte camas para dormir. É lícito supor que, a partir de um certo nível de riqueza, o bem-estar material atinge um ponto de saturação, um platô. Indo mais longe, mais riqueza pode trazer em cena a "lei dos retornos decrescentes" (law of diminishing returns), que é muito válida nos meios econômico e administrativo.
De fato, uma pessoa não se torna automaticamente mais feliz se ela tiver vinte camas para dormir. É lícito supor que, a partir de um certo nível de riqueza, o bem-estar material atinge um ponto de saturação, um platô. Indo mais longe, mais riqueza pode trazer em cena a "lei dos retornos decrescentes" (law of diminishing returns), que é muito válida nos meios econômico e administrativo.
Um bom exemplo prático dessa lei pode ser o grande rombo do Banco Panamericano no valor de R$ 4,3 bilhões que ameaçou tragar todo o patrimônio do Sílvio Santos. Ele alegou que "nunca botou os pés no banco e não acompanhava o dia a dia da instituição".
Portanto, a riqueza, a partir de um certo volume, torna-se muito complicada de ser administrada com eficiência e atenção, abrindo espaço para perdas, desperdícios, desvios de recursos, etc. Foi o que houve com o Panamericano.
Na natureza, existe um ponto ótimo para tudo. Deve ser este o caso com a posse de bens materiais e dinheiro. Mais pode significar menos em determinadas situações.
As pessoas cultas, estudiosas e inteligentes enxergam aspectos muito mais importantes que o dinheiro, buscando-o com moderação e equilíbrio racional. Por isso é que não necessariamente se tornam milionárias. O foco e a energia estão na família, na busca por uma vida mais saudável e feliz em todos os sentidos, nos estudos, etc.
Aqueles ricaços que realizaram um "esforço total" para enriquecer como objetivo primário tendem a ser pessoas desequilibradas, ignorantes, fúteis, pouco inteligentes... É muito comum, aqui no Brasil, existir a triste figura do empresário (ou político/burocrata) riquíssimo mas ignorantão, burro, inculto, prepotente, mal-educado, corrupto, exibicionista, que se acha mais do que os outros, busca a fama a qualquer preço, espezinha as demais pessoas, etc.
Estabelecer metas financeiras pode ser uma boa ideia, mas é um meio, um instrumento e não um fim em si mesmo. Racionalidade e bom senso são importantes para tudo na vida, inclusive [e principalmente] na área financeira. A maior inteligência é relativizar a importância do dinheiro, perceber que ele não é causa e sim consequência natural de um trabalho árduo e bem-feito.
